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“Relicário”
Depois de você passear por minhas redondezas...
retas infinitas.
Paisagem árida nos olhos úmidos.
Visto cetim azul com flores rubras.
É tudo para chamar sua atenção.
Ouço blues.
Nada interfere na limpidez do pensamento.
Nem mesmo o tempo, fragmentário.
(Só o seu abraço).
Mas disfarço.
Se te pareço absorta, ignore.
É o meu eu mais inquieto brincando de trampolim.
Talvez eu devesse ser assim, mais.
Além.
Lá.
Sei lá de mim!
Repetidos desconcertos e urgências desmedidas.
O seu toque que toca os cabelos de sol.
Noites de lua cheia.
Serenata e acordes de prata.
Um corpo jogado, sem eira nem beira.
(A sua espera).
Nada mais sensato.
O frio é intenso, mas há saídas.
Vinho tinto e choro à luz de velas.
Nada mais romântico...
(Tenho uma estranha fé nas reticências).
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"No entr[e]spaço"
Sopro de acácia nos meus olhos famintos dos teus, fazendo renascer imagens surreais.
És qualquer coisa entre o infinito e o abismo
que ecoa os teus passos em mim, depois que vai embora.
(Inunda a boca o sal dos olhos)
Sobram desejos a escorrer pelas pontas dos dedos, a molhar com fogo as minhas pernas.
(Convulsão do útero a suplicar a vida que há em ti...)
Não há nada mais contraditório do que sentir o teu sentir. Não há nada mais sublime do que ser mulher em teu corpo...
(mesmo sendo eu, a tua menina)
A docilidade do teu amor me embriaga, me alucina. Meu corpo permanece em êxtase absoluto!
Te amo... muito além do que a compreensão humana pode descrever.
Te quero... muito além do gozo da carne e da eternidade do espírito
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