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Marcio Freitas, jornalista e comunicólogo, poeta e compositor, publicou o livro Opuu 666, em 1994, pela editora Paulista. Tem participação em coletâneas, como Sampoesia, editora Paulista, 1994, Grandes Escritores de São Paulo, 95, pela Editora Litteris, Grande Encontro, editora Physis, em 2001.


“Comecei a escrever exercitando minha capacidade de desenhar. Reproduzindo, como se fossem imagens, aquelas letras, palavras, aquelas frases, períodos, aqueles parágrafos, capítulos e livros. Depois eu juntei os sentidos e comecei a esboçar o mundo.”

Marcio Freitas


__________________


Casa via Consolação

 

São rápidos olhares

Tempo é curto e custa caro

Passos apressados

Metrô lotado

Aqui em cima o calor, o frio...

Um carro parado

À frente um importado passa lentamente

Um negro sujo, contente

E um fusca branco dando-lhe a vez

Mulheres bem vestidas

Homens também

Chicletes pela calçada

Bancas de revista sem good news

Folhetos diversificados

Caiu um do meu lado

Mais suja a cidade!

A Paulista marcada de ponta a ponta de cigarro

Festival de cores e pigarros

Consigo ver o ar que respeito e aspiro

Nos dois sentidos

Sem nenhum sentido

Mais um celular na mão pela boca

Negócio?

Esposa?

Mesada das crianças?

Amante?

Bem, não tenho nada com isso

Já tenho compromisso

Basta um instante

E com a mente de um pequeno gigante

Vejo café, garoa, Oswald de Andrade

Poema pílula

É cada uma do Oswald

Mês que vem tem feriado

Um dia sem sufoco

Litoral afogado

Quanto avisto a Pamplona, felizmente

Mulheres bonitas, elegantes

Por baixo da seda seus segredos

Ou talvez cigarro na bolsa

Uma ponta de sol deixa o MASP mais charmoso

E o relógio urbano acusa frio

Mas tenho calor na espinha

Só para não esquecer

Deixei colado em minha portaQue hoje é noite de luar.